Softwares, apps, equipes. Todos estão sujeitos a errar e isso é normal. Mas é sempre bom evitar erros, não é verdade? Principalmente quando falamos na criação de aplicativos.
No início do projeto, geralmente o foco está em solucionar problemas críticos o mais rápido possível, e todo o foco está no macro. À medida que o tempo passa, novas situações requerem a atenção desta equipe e a experiência do usuário, e outros pontos importantes podem ficar de lado.
Independente da fase que esse aplicativo se encontra (beta ou consolidado), existem alguns erros que “são tiro no pé” e podem prejudicar o negócio como um todo. Por isso, listamos aqui 7 erros pra sua empresa ficar de olho.
O 7 erros no desenvolvimento de aplicativos que prejudicam o seu projeto
1. Focar em oferecer todas as funcionalidades na versão 1.0
Na Viptech, somos fãs do MVP (Minimum Viable Product). Não é balela, já que ele proporciona inúmeros benefícios para o projeto. Um deles é estabelecer foco para que o produto seja desenvolvido da melhor forma possível e possa entrar em operação rapidamente.
Afinal de contas, não dá pra lançar um superapp logo de cara. Ou dá, mas o custo é inviável.
Além disso, é na fase do MVP que você vai conhecer e compreender o limite do escopo de seu software e, mais do que isso, a área cinzenta que envolve integrações, acessibilidade e usabilidade. Pensar em tudo logo de cara é um exercício que pode mitigar erros futuros.
Busque encontrar o “core” de sua aplicação e, no primeiro momento, trabalhe arduamente nisso. Não se perca priorizando tudo todo logo no início, afinal, deixar tudo à mostra pode prejudicar seus estudos de usabilidade e feedbacks.

2. Não dar valor ao user onboarding
O user onboarding pode ser essencial ao negócio, já que converte interessados em usuários. Estes, que podem até se tornar pagantes a depender do projeto. Por isso, não subestime esse processo.
O User Onboarding é uma prática que guia os usuários no primeiro contato com o software, isto é, auxilia nos seus primeiros passos (normalmente de inserção de dados). Vai muito além da tela de login e funciona como um tutorial rápido e intuitivo para demonstrar seu aplicativo.
A etapa de acesso dos usuários ao seu software deve ser extremamente facilitada, afinal, é neste primeiro momento que muitas impressões são formadas sobre o seu produto. Algumas, que não deixarão de existir nunca mais.
Busque solicitar apenas dados importantes neste primeiro momento e permita que o usuário preencha outras informações depois. Lembre-se de informar qualquer terminologia ou prática desconhecida a um usuário comum.
E o mais importante: otimize. O usuário muda conforme o tempo, e sua base de contatos pode também. Fique atento a nome de funções, tamanho de botões e cores, além de entender se seu aplicativo continua no caminho certo, gerando engajamento.
3. Não relacionar personas às suas respectivas funções
Pense sobre seu produto! Ele possui diferentes tipos de usuários?
Atende a crianças, idosos, jovens com afinidade tecnológica ou pessoas analógicas apenas? Eles usam óculos? Eles usam o smartphone na vertical? Eles fazem conta mentalmente?
São usuários que precisam de ajuda constante? Ou são intuitivos? São intelectuais ou desletrados?
Todas essas perguntas são essenciais pra determinar principalmente as features que integrarão o projeto de desenvolvimento do aplicativo. E essas perguntas evitam muitos erros.
A equipe não deve deixar de considerar que cada persona pode realizar tarefas totalmente diferentes no software. Então crie perfis de seus usuários e identifique quais as convenções e interesses de cada um. Desta forma, sua aplicação será consistente e, mesmo com diversos perfis de usuários, específica para as realidades a que se propõe.
4. Lançar novas funções sem validar com usuários atuais
Aqui está um erro grave e recorrente, principalmente quando o número de usuários do software é pequeno.
Talvez a necessidade de publicar novas features faça com que os lançamentos aconteçam de forma brusca e inesperada. Mas lembre-se: sem usuários, seu aplicativo não tem utilidade alguma.
Trate sua base com o máximo de respeito possível e, para tanto, busque validar novas funcionalidades com perfis de usuários que operam seu software no cotidiano – que sejam heavy users.
Se for possível, lance versões beta a um pequeno grupo de teste. É isso que grandes aplicativos como Instagram e TikTok fazem: lançam uma versão nova a um grupo seleto pra testar, avaliar e enviar feedbacks que serão decisivos sobre lançar globalmente a nova versão.
5. Não entregar feedback
Aqui, falamos de ações visuais e até mesmo de contato.
Usuários sempre esperam que toda ação desencadeie uma reação, mostre isso a ele, mas não apenas em mensagens de erro, sucesso ou até mesmo em hovers de botões. Ao mesmo tempo, quando encontrar um erro no desenvolvimento do app e buscar notificar a sua empresa, espera ser ouvido e levado em questão.
São questões como esta que não devem “ficar para depois”, pois impactam diretamente na experiência do usuário.
Crie o aplicativo para agir, mas também para responder.
Dica extra: acompanhe as lojas de aplicativos e as avalições por lá também. Uma série de avaliações negativas pode ser indício de problemas não detectados no app. ⚠
6. Não considerar a responsividade
Não é aplicar conceito de Mobile first. É verdadeiramente pensar em inúmeros formatos e resoluções.
Pode ocorrer de a responsividade não ser um requisito inicial do projeto e, no andamento da coisa, deixar de ser considerada. E muitos sistemas não têm em seu escopo uma característica que torne a responsividade algo óbvio e essencial para uso.
Porém, mesmo que não seja um aplicativo multiplataforma – que rode no smartphone, na smart TV e no navegador do desktop -, ainda assim recebe influência de resoluções diferentes de tela.
Pensando em mobile, temos telas HD, outras com câmera flutuante, outras com botões, etc. Cabe à equipe do produto identificar os cenários para questionar se alguma funcionalidade do software deve ser adaptada – talvez reduzida – na versão responsiva.

7. Desenvolver aplicativos com tecnologias obsoletas
Pessoas desenvolvem aplicativos. Se as pessoas não são experts no que fazem, seu aplicativo também não o será.
Escolha sempre um fornecedor, colaboradores ou times especialistas em desenvolvimento de aplicativos.
Se optar por terceirizar o desenvolvimento com uma Fábrica de Software, confie em uma que mostra atualização constante, certificações reais e cases de inovação. Isso impactará o futuro do seu produto e evitará erros no desenvolvimento do aplicativo.
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